ÉPICO! Garotos convencem e Bugre segue vivo!

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O torcedor teve o que merecia. Na noite desta segunda-feira, 14, o Guarani conseguiu, finalmente, aflorar o índio guerreiro e reerguer seu celeiro de craques. Contrariando todas as expectativas, o técnico Pintado fez jus ao seu primeiro discurso e deu oportunidade aos meninos do Guarani, que vestiram o manto bugrino com raça e tradição, protagonizando uma das melhores partidas da equipe no Brasileirão.

Em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato, o Guarani entrou em campo com um elenco determinado a alcançar os três pontos diante da Portuguesa, adversário que teve sua noite totalmente ofuscada pelo futebol campineiro. E os destaques não param em Léo Rigo, Watson, João Vittor e Raí.

A impecável dupla de zaga, Gladstone e Pitty marcaram o território e afastaram os perigos que tentavam se aproximar da meta de Pegorari. Sim, o primeiro tempo foi do Bugre e não foi apenas fogo de palha. Allan Dias, autor do gol da vitória, tentou abrir o placar logo nos primeiros segundos e assim o jogo se desenhou. Aos 8’, Fumagalli cobrou escanteio e Gladstone quase viu seu primeiro gol com a camisa alviverde. O zagueiro cabeceou com precisão, mas a bola insistiu em passar à direita do gol. Na sequência, o capitão fez sobrar para Raí, que com faro de artilheiro, concluiu, mas acabou perdendo uma das melhores oportunidades de balançar a rede.

Jogo truncado. Portuguesa tentando se posicionar no campo de ataque, mas infeliz diante da atuação do time da casa. No desejo de reacender a partida, Allan Dias recuperou seu espírito nato e arriscou uma bomba da intermediária, que também foi desviada para a direita de Anderson. Em resposta aos ataques bugrinos, Guilherme Queiroz quis levantar os ânimos lusitanos, mas teve a chance perdida após Pitty afastar o perigo.

Na fome de resultados, o Bugre não diminuiu em campo, principalmente quando a bola vinha dos pés do veloz Watson, que ousou das entradas pela diagonal, sempre costurando e driblando os adversários com propriedade. Num dos lances perigosos contra o gol de Anderson, o camisa 7 sofreu falta cometida por Dieyson, impedindo a progressão da jogada, que teria resultado num possível segundo gol. João Vittor, decidido, foi para cobrança de falta e num levantamento caprichoso e venenoso, cruzou para Allan Dias, que subiu sozinho e, de cabeça, mandou direto para o fundo do gol. A rede estourou e os 4.500 torcedores expressaram a todos pulmões a esperança de uma vitória épica em solo bugrino.

Insatisfeito, João Vittor ainda queria o segundo, e quase o fez. Oziel mandou para o camisa 11, que de cabeça, quase ampliou, obrigando Anderson a seguir milimetricamente o ângulo correto para uma excelente defesa. Os minutos finais foram decisivos para Pegorari, que fez sua primeira grande atuação no jogo; Com precisão, o goleiro defendeu uma bola venenosa pelo rabo. E num dinamismo de fazer roer as unhas, Watson reapareceu e lançou em cheio para o gol, obrigando Anderson a realizar outra grande defesa, espalmando o perigo bugrino.

O vento era forte, mas ainda assim, a favor do Guarani. Foi assim até o final da segunda etapa, que começou agitada. Costurando novamente, o camisa 7, Watson, abusou dos dribles, mas chutou à queima roupa no jogador da Lusa, desperdiçando a chance de ampliar o marcador. E, se aproveitando da falhas nos contra ataques bugrinos, a Portuguesa quase viu seu primeiro gol. Hugo saiu na frente e da cabeça de Paulinho, Pegorari defendeu, pelo rabo, outra bomba lusitana.

Com o baixo desempenho da Portuguesa, Fumagalli apostou nos chutes e mandou direto para o gol de Anderson, no entanto, o arqueiro foi preciso e espalmou antes que o Bugre tomasse posse do campo de ataque. E a blitz de escanteios de João Vittor acenderam, literalmente, as arquibancadas do Brinco de Ouro, que permaneceu iluminado até os minutos finais da partida. As luzes se apagaram num placar de 1 x 0 para o Guarani, que sustenta 23 pontos, 2 a menos que o Juventude, último colocado do G-4.

Ficha técnica Guarani x Portuguesa

Bugre: Pegorari, Oziel, Pitty, Gladstone e Léo Rigo; Lenon, Allan Dias, Watson (Catarinense) e Fumagalli (João Henrique); João Vittor e Raí (Clementino). Técnico: Pintado.

Portuguesa: Anderson, Johnathan (Diego Souza), Anderson Luiz, Luan e Dieyson; Guilherme Almeida, Vinicius (Willen), Guilherme e Victor (Igor); Paulo Victor e Hugo. Técnico: Estevam Soares.

Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo

Assistentes: Daniel Paulo Ziolli e Alex Ang Ribeiro

Público: 4.509  / Renda: R$ 39.525,00

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