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108 anos: Década 50 – Brinco de Ouro a nossa taba

Por Guarani Futebol Clube
Publicado em 02/04/2019, às 13:28.

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A década de 50 é muito importante na história do Guarani. Desde 1953, esta história passou a ser vivenciada por uma verdadeira legião de torcedores no Estádio Brinco de Ouro, onde rola todas emoções, palco de grandes vitórias e que é a casa da Nação Bugrina.

Estádio Brinco de Ouro

A história do Estádio Brinco de Ouro da Princesa começou em 1947, quando a Federação Paulista de Futebol profissionalizou seu “Campeonato do Interior”. O Guarani, um dos primeiros a aderir à iniciativa, percebeu que seu velho estádio, situado na rua Barão Geraldo de Rezende, bairro Guanabara, estava mais do que nunca ultrapassado.

Surgiu, no início de 1948, uma proposta irrecusável: uma imobiliária interessada em lotear a área do Guanabara ofereceu uma gleba de 50,4 mil m² na chamada “Baixada do Proença”. Ainda executaria sua drenagem e terraplanagem, pagando 2 milhões de Cruzeiros, em parcelas, para início das obras do novo estádio. Negócio fechado em 2 de Abril, dia do aniversário do clube. Logo depois, o Guarani recebeu a doação de mais dois terrenos ao lado da área negociada, um de 19,405 mil m² e outro de 2,92 mil m².

Em 11 de Julho de 1948, um domingo festivo, que terminaria com mais uma vitória em “Dérbi”, os arquitetos Ícaro de Castro Melo e Osvaldo Correia Gonçalves apresentaram a maquete do novo Estádio. No dia seguinte, na redação do jornal Correio Popular, o jornalista João Caetano Monteiro Filho aguardava um clichê da foto da maquete para completar uma pequena matéria. Ao ver a forma circular e a beleza do novo estádio, lhe veio à mente a imagem de um brinco. E como Campinas era conhecida como a “Princesa D´Oeste”, criou no título um trocadilho que ficaria para a história: “Brinco de ouro para a “princesa” ”, publicado na página 6 da edição de 13 de Julho. Foi o que bastou para que a população passasse a chamar o futuro estádio dessa maneira. Quando se decidiu pelo nome oficial, não houve dúvida: Brinco de Ouro da Princesa.

No campeonato de 1949 veio o tão aguardado acesso à 1ª Divisão de Profissionais. Mais do que nunca, era preciso arregaçar as mangas e construir o estádio. Além dos 2 milhões de Cruzeiros pagos pela Imobiliária, outros 3,5 milhões foram arrecadados com a venda de Cadeiras Vitalícias. Mas era preciso muito mais. Foi quando alguns membros da “Comissão de Obras” se revelaram verdadeiros heróis. Bugrinos como João D´Agostino, Dr. Januário Pardo Mêo, Rubens Trefiglio, Luis Marcelino Guernelli, Vicente Canecchio Filho, Orlando Santucci e Raphael Radamés Pretti comandaram dezenas de outros colaboradores em iniciativas como a “Campanha do Cimento”, “Campanha do Tijolo”, “Campanha da Quermesse”, “Campanha da Boa Vontade” e outras 25 do tipo, conseguindo, pouco a pouco, os recursos necessários.

Ao contrário de outros clubes, o Guarani não teve ajuda financeira do poder público, quer Municipal ou Estadual. Seu estádio foi construído com o suor, trabalho e o amor dos verdadeiros bugrinos.

A 31 de Maio de 1953, sob a presidência do Dr. Ruy Vicente de Mello, foi inaugurado aquele que ainda hoje é um dos mais belos, completos e seguros estádios particulares do país, com o Guarani vencendo o Palmeiras por 3 a 1. Coube a Nilo a honra de marcar o primeiro gol oficial do novo estádio, aos 44 minutos do 1º tempo, cobrando falta no atual gol de entrada. Dido e Augusto completaram para o Guarani e Lima marcou para os visitantes. As chuvas que caíram naquele dia, porém, fizeram com que grande parte da solenidade fosse adiada para antes da segunda partida, realizada na tarde de 4 de Junho, quando o Fluminense venceu o Guarani por 1 a 0 (gol de Marinho).

O primeiro jogador do Guarani a ser convocado para a seleção brasileira foi o goleiro Paulo Martorano, para disputar o campeonato sul-americana (atual copa América) em janeiro de 1956.

Títulos e Conquistas

1953 – Campeão Campineiro – LCF (com equipe secundária)

1953 – Campeão do Torneio Início do Campeonato Paulista – FPF

1954 – Bicampeão do Torneio Início do Campeonato Paulista – FPF

1956 – Campeão do Torneio Início do Campeonato Paulista – FPF

1957 – Campeão Campineiro – LCF (com equipe secundária)

1957 – Vice-campeão do Torneio Início do Campeonato Paulista – FPF