Futebol Profissional

Após 5 anos, Oswaldo Alvarez retorna ao Guarani

A última passagem do treinador foi em 2012, quando levou o time ao vice-campeonato Paulista

Por Guarani Futebol Clube
Publicado em 23/03/2017, às 17:54. Atualizado em 24/03/2017 às 16:44.

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Oswaldo Alvarez está de volta ao Bugre. Após a saída de Mauricio Barbieri, a diretoria Bugrina agiu rápido e concretizou a chegada de Vadão para comandar o Guarani no decorrer da Série A2 e liderar o planejamento para o Campeonato Brasileiro da Série B. Vadão fará sua quinta passagem pelo Guarani. A última vez que comando o clube foi em 2012, também pela Série B. Com Vadão chegam o preparador fisíco Fabio Guerreiro e o auxilar Wagner Santos.

No comando do alviverde, Oswaldo Alavarez levou o Guarani à Série A, em 2009 e em 2012 chegou ao vice-campeonato Paulista contra o Santos. Após eliminar a AAPP na semifinal, no Brinco de Ouro, pelo placar de 3 a 1. Ao todo são 175 jogos disputados com 75 vitórias, 40 empates e 60 derrotas.

Em entrevista coletiva, Vadão expressou sua felicidade de retornar ao Bugre: “Sempre uma emoção grande. É a quinta vez que sou convidado a ser técnico. É uma marca que nos dá satisfação. Mais uma vez a gente conversou, nos entendemos, era um bom momento de fazer o retorno. Guarani passa por momento de instabilidade, coisa do futebol. Vamos tentar de todas as formas correr atrás do prejuízo. Estamos em nono, são sete rodadas, mas se eu não acreditasse, não estaria assumindo nesse momento. Entendo que é possível, mesmo estando atrás”, disse.

Vadão também comentou sobre sua passagem pelo futebol feminino do Brasil: “Se estivéssemos na Alemanha, não estaria falando nesse assunto. Fiquei dois anos e meio fora do futebol maculino, mas as pessoas se esqueceram porque não tem hábito de acompanhar futebl feminino. Foram dois anos e meio trabalhando em altíssimo nível, contra seleções como austrália, holanda e alemanha que jogam em alto nível tático e físico. Tem poucos treinadores brasileiros que tiveram um estágio tão longo em alto nível. Tive que mudar muitos conceitos dentro do futebol feminino”, explicou.

O treinador comentou também suas passagens anteriores pelo Brinco de Ouro: “As duas ocasiões teve um pouco de sorte. Quando cheguei em 2009, tinha caído no Paulista. Em 15 dias, contratamos um elenco todo. Isso é um absurdo, mas a coisa fluiu rapidamente, deu certo e fomos vice-campeões brasileiros. Em 2012 teve problema com a presidência. Me chamaram de última hora, foi feito um apelo comigo. A gente veio mais uma vez, montou o time às pressas, sem perspectiva financeira, e a gente mais uma vez surpreendeu e foi vice-campeão. Mas isso não é o normal”.

E por fim, falou sobre a importância do Brinco e da torcida alviverde: ” Hoje não basta só o Brinco. É um trunfo, mas o adversário quando vem sabe que jogador está inseguro, pressionado. O clima não é o que queremos. Faço um apelo. Hoje é mais positivo para o adversário que para o Guarani. O cara erra cruzamento, começa a vaia e desestabiliza. Os atletas estão tensos. Hoje, se for falar em Brinco, é melhor para o adversário. A torcida tem que nos ajudar nos jogos em casa. A parte dos jogadores é responsabilidade é minha. Temos que mudar esse clima de instabilidade e insegurança dentro de campo. O nível no brinco tem que ser superior a 70%”, finalizou.