Curiosidades
DO GUARANI
A Primeira
No início de 1991, a primeira atleta não associada a ser aceita no Guarani FC, para se iniciar a composição da equipe
Juvenil de futebol feminino, foi Juliana Filipe, que acabara de completar 14 anos (foto 1). Sete anos depois, tendo
conquistado dezenas de títulos e recusado vários convites para se transferir para equipes "profissionais" femininas,
Juliana foi convidada para jogar e estudar na Universidade Union College, do estado norte-americano de Kentucky.
Aceitou. Em sua primeira temporada nos Estados Unidos, levou sua equipe ao título inédito de Campeã da Conferência
Centro-Sul e, com isso, à primeira participação na fase Regional do Campeonato Universitário da NAIA. Juliana conquistou
o prêmio de melhor atleta da Conferência Centro-Sul, quebrou o recorde de artilharia na história do Soccer em sua
Universidade (31 gols em 23 partidas) e foi incluída na relação das melhores atletas universitárias de todo o país pela
NAIA. Em 99 bateu seu recorde, chegando aos 34 gols e ao bicampeonato do Conference. Foi a melhor atleta da Equipe e
novamente citada no All-American team. Acabou o ano como a maior artilheira do ano nas competições universitárias.
Nas férias de verão de 2000 Juliana jogou pela equipe do Atlanta Classics, de Atlanta, numa competição que reuniu as
melhores atletas amadoras dos EUA. Sua equipe chegou às semifinais. No Conference do ano 2000, Juliana contundiu-se
no penúltimo jogo e sua equipe acabou com o vice-campeonato. De qualquer forma, marcou novamente 34 gols na temporada,
chegando aos 99 em três anos (a terceira marca da história do soccer feminino nos EUA), foi de novo a melhor atleta
de sua equipe e foi incluída na relação das melhores nos Estados Unidos (o "All American", da NAIA). No ano de 2001
Juliana partiu em busca do recorde na artilharia do futebol feminino universitário norte-americano
e conseguiu bater não só o recorde feminino, mas o recorde geral entre todas as ligas
universitárias englobando homens e mulheres, chegando aos 145 gols nas quatro temporadas. Jogadora do ano da
Conferência, foi escolhida pela NAIA para o primeiro time da seleção "All American". Formada em três cursos
simultâneos, ela recebeu como prêmio dois anos de Mestrado em Psicologia no Union College, além de exercer a função
de Assistente-Técnica do time feminino da Instituição.
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NOVOS REFORÇOS BRASILEIROS COLABORARAM COM O BICAMPEONATO EM 99
Em 1999 o Union College recebeu o reforço de duas outras bugrinas de destaque nos
últimos anos: Ana Luísa Ribeiro Bruni (Aninha) e Juliana Menezes Fonseca. A
equipe realizou uma pré-temporada em Campinas em agosto e voltou para a conquista
do inédito bicampeonato da Conferência Centro-Sul nos EUA. Ana Luísa foi eleita a
terceira melhor do campeonato, sendo a vice-artilheira de sua equipe, com 20 gols.
Aninha, bem como Juliana Filipe, constou da relação das melhores do ano da NAIA
(a Federação de Futebol Universitário). Ao final do ano letivo de 99, Ana Luísa
Bruni foi eleita e recebeu o título de melhor atleta feminina do ano no Union College.
MAIS UMA SE FOI EM 2000
Em 2000 viajou para os EUA mais uma bugrina, que muito se destacou
nos últimos anos em defesa do Clube: Ana Paula Fantini, que foi reforçar
ainda mais o Union College de Kentucky para a nova temporada. Embora a
saída dessas jogadoras sempre desfalquem a equipe, o Guarani sente-se
orgulhoso em ter colaborado para o crescimento pessoal e profissional de
suas atletas. Quem sabe um dia elas estarão de volta, ou jogando ou
exercendo suas novas e efetivas profissões em prol do próprio Clube?

Ana Paula (a número 16) foi aos EUA ao encontro
de suas ex-companheiras de Guarani e de seu
futuro. Da esquerda, Aninha (19), Juliana
Fonseca (3) e Juliana Filipe.
2001, A VEZ DE CAMILA
Em 2001 viajou para os EUA mais uma bugrina, desta vez Camila Silva Mendes (foto),
uma das mais dedicadas atletas que já passaram pelo time feminino do Bugre.
Em pouquíssimo tempo Camila conquistou seu espaço e transformou-se numa das
jogadoras mais importantes de sua nova equipe, contribuindo para o título da
Conferência Centro-Sul de 2001. Camila, ao lado de Paula, Aninha e Jiliana Filipe,
foi eleita para a seleção da "Conferência" de 2001.


Os brasileiros no Union College, em 2001. Da esquerda, em pé: o
técnico Erb Ubarana (treinador do ano na Conferência Centro-Sul);
Juliana Filipe (recordista nacional, jogadora do ano na Conferência e
integrante do primeiro time da seleção "All American" nacional);
Camila (seleção da Conferência); Fernanda; Aninha (seleção da
Conferência e terceiro time da "All American") e Paula
(vice-artilheira do time e seleção da Conferência). Na mão de
Aninha o terceiro troféu da Conferência conquistado em quatro anos.
A campanha de 2001 colocou o Union College em 8º lugar no ranking
nacional da NAIA. Precisa mais?
TRÊS FORAM PARA O UNION COLLEGE EM 2002
Para a temporada 2002 três atletas de destaque no Guarani foram para os EUA. Alessandra
Tavoloni (a artilheira do Paulista 2001) e Carla Bissotto (ex-seleção sub-19)
embarcaram para o Union College de Kentucky em 18 de março, onde realizaram um
curso intensivo de inglês até o início das aulas, em agosto. Roberta Pelarigo (
ex-seleção sub-19), também convidada, pôde embarcar somente no meio do ano e
iniciou as aulas da universidade em janeiro/2003. A goleira Paula Natal,
natural de Jundiaí, que defendeu o Guarani em 2000/2001, também chegando à
Seleção Sub-19 e chamando a atenção dos observadores durante o Campeonato Paulista 2001,
embarcou para o Texas. Nas fotos, a partir da esquerda: Alessandra, Carla e Roberta.
2003, A VEZ DE HELOÍSA E KELLY
Em 2003 as atacantes Heloísa Oliveira (à esquerda) e Kelly Baltieri
(à direita) embarcaram, respectivamente, para o Lincoln Memorial
University (Tenessee) e University of Mobile (Alabama).
São novas opções que agora surgem para as bugrinas.
A MODA PEGOU NO BUGRE
Atualmente, além das que freqüentam a Escolinha de Futebol do
"Projeto Bugrino", cerca de 30 garotas, dos 5 aos 11 anos,
disputam os Campeonatos Internos organizados pelo Guarani FC,
distribuídas entre as equipes masculinas. Cada time conta com uma
ou duas "atletas", que fazem o maior sucesso. A primeira a conseguir
autorização para disputar inclusive competições oficiais junto com os
meninos, lançando a moda em 1997, foi Carol (foto), que já em 2001
passou a integrar o grupo infantil de competição, ao lado de Rafaela,
Stephanie, Camila e Nathalia, outras revelações dos torneios internos.

RECORDES DE GOLS
No futebol de campo a maior contagem conseguida pelo novo time
feminino do Bugre foi 19 x 0 contra o Estrela do Oriente,
em Sumaré/SP, categoria Juvenil (na preliminar as Infantis
marcaram 17 x 0). No Society o recorde foi 20 a 1 contra
Louveira (I Copa Regional/97 no Careca Sport Center). No
Futsal, 28 x 1 contra a ADC Siemmens, de Salto (Copa Verão/98).
A maior goleada em "dérbis" campineiros em toda a história
pertence ao Futsal Juvenil Feminino: Guarani 16 x 0 Ponte Preta,
pelo 2º turno da Copa Campinas/97 (no 1º turno foi 12 x 1).
Em 2002 o juvenil chegou perto no futebol society da Olimpesec: 14 X 0.
RAÍZES NO BRINCO
Uma das atletas que se destacaram na equipe juvenil
feminina do Bugre foi Roberta Loureiro de Mello (foto).
Ela é neta do falecido Dr. Ruy Vicente de Mello, que era o
Presidente do Guarani quando da inauguração do Estádio Brinco de
Ouro, em maio de 1953.

SISSI NO BUGRE
Em 30 de maio de 1991 foi realizado no Brinco de Ouro um
jogo beneficente, com a participação de várias atletas da
Seleção Brasileira vestindo a camisa do Guarani. O Bugre bateu o
São José EC por 9 x 0 e Sissi, a grande estrela atual da Seleção,
jogou e marcou um gol. Também atuaram Roseli, Márcia Honório, Didi,
Márcia Taffarel e outras.

Na foto, a partir da esquerda: Roseli,
Sissi (com cabelo...) e Márcia Taffarel.
DO FUTEBOL FEMININO
O PRIMEIRO CAMPEÃO PAULISTA FEMININO
O primeiro verdadeiro Campeonato Paulista de Futebol Feminino,
organizado pela Federação Paulista de Futebol, aconteceu em 1987 e
teve como campeã a equipe do C.A. Juventus.
PIONEIRAS
A primeira partida de futebol feminino que se tem notícia aconteceu em 1896
entre as seleções da Escócia e da Inglaterra.
No Brasil, em 1913 aconteceu um jogo
beneficente mesclando homens fantasiados de mulheres e senhoritas da sociedade
paulistana. Em 28 de junho de 1921 divulgou-se na imprensa de São Paulo que jogariam no
campo do Tremembé F.C.: "Senhoritas Tremembenses" versus "Senhoritas Cantareirenses".
Por ser véspera de São Pedro fica a dúvida se era um "futebol à fantasia" ou uma partida
feminina de verdade. Nos anos seguintes o esporte chegou a ser exibido em circos
(foto acima à direita), como curiosidade,
não sendo levado a sério por muitas décadas.
Nos anos 40 o esporte foi proibido em vários países, inclusive no Brasil,
sob a alegação de ser prejudicial à saúde da mulher. Até os anos 60 o futebol
feminino só ganhava destaque no Brasil em partidas beneficentes ou quando praticado
por "vedetes" (foto à direita). Finalmente, nos anos 70 houve grande evolução da modalidade
em alguns países europeus e em 1982 o CND (Conselho Nacional de Desportes) decidiu liberar
a prática desse esporte para as mulheres brasileiras.
O FUTEBOL FEMININO NO MUNDO
Calcula-se que hoje perto de 40 milhões de garotas já praticam regularmente o
futebol em todo o mundo. Os países mais "desenvolvidos" são Estados Unidos e China,
seguidos pelos países da Escandinávia. A disseminação dessa modalidade, porém,
já garante que nas próximas duas décadas o futebol será o esporte mais praticado por
mulheres em todo o planeta.
Fotos: acima, à direita, a seleção iraniana; à
esquerda, camponesas bolivianas jogando futebol.
Depois, partida de futsal entre Egito e Nigéria e,
à direita, uma partida pelo Campeonato Africano.
O esporte invadiu o mundo.
CAMPEONATOS SUL-AMERICANOS E PANAMERICANO

O Campeonato Sul-Americano de Futebol Feminino tem sido organizado
como classificatório para a Copa do Mundo da FIFA. Em 1991 foi realizado
em Maringá/PR; em 1995 em Uberlândia/MG, em 1998 em Mar Del Plata e em 2003
foi decidido em Lima, Peru. O Brasil foi tetracampeão invicto. Na foto, a
equipe brasileira perfilada momentos antes da partida contra a Argentina,
na decisão do Sul-Americano de Uberlândia, em 95. O Brasil participou
pela primeira vez dos Jogos Panamericanos e conquistou a medalha de ouro
em 2003. Ocorre que os Estados Unidos não disputaram essa competição e o
Canadá foi com sua equipe sub-19.
COPAS DO MUNDO
Depois de alguns “mundiais” extra-oficias, a FIFA decidiu organizar
a “Copa do Mundo” na categoria feminino e essa competição transformou-se
na segunda em arrecadação e presença de público no futebol, só perdendo
para a Copa masculina profissional. Nas duas primeiras (China, em 91,
e Suécia, em 95) o Brasil sofreu pela desorganização e pela politicagem
na escolha das atletas, ficando em 9º lugar em ambas
(com 12 participantes). Na terceira, nos EUA, em 99, já foram
sentidos os frutos de uma melhor preparação física e tática e
terminamos na 3ª posição (entre 16 seleções), superando a Noruega nos
pênaltis. Os Estados Unidos foram campeões em 91(Noruega, vice) e
99 (China, vice), enquanto que a Noruega levou o título em 95
(Alemanha, vice). A Copa do Mundo de 2003 deveria ter acontecido
novamente na China, mas foi para os Estados Unidos em função da
Pneumonia Asiática. A China organizará a Copa de 2007. Nos EUA,
em 2003, mais uma vez o Brasil se viu envolvido em problemas de
indisciplina, com parte do elenco não aceitando o treinador, e
fez uma campanha apenas razoável, caindo nas quartas-de-final.
A Alemanha foi a grande campeã, superando a Suécia na prorrogação.
Já em agosto de 2002 aconteceu no Canadá a I Copa do Mundo Sub-19
feminina, com 12 seleções, competição que deverá se repetir de dois
em dois anos. Um passo importante para a consolidação das competições
para menores num futuro muito próximo.

Lance de jogo entre Noruega e Estados Unidos, os dois
primeiros campeões mundiais de futebol feminino.
À esquerda, o Estádio Rose Bowl, superlotado para a final
da Copa do Mundo feminina dos EUA (99). À direita,
o troféu do Mundial Feminino